Consumidor pode ter desconto no pagamento em dinheiro

Procon Vitória ·
June 26, 2018


Quem não gosta de economizar ao fazer uma compra? Os consumidores têm mais um motivo para fazer pesquisas na hora de comprar ou contratar um serviço. Os estabelecimentos comerciais estão autorizados a cobrar valores diferentes segundo a modalidade de pagamento escolhida pelo cliente, o que permite descontos no pagamento à vista, principalmente no pagamento em dinheiro.

A cobrança diferenciada, antes proibida, está prevista em uma lei nacional sancionada no ano passado (Media Provisória 764/2016).

A gerente do Procon Vitória, Herica Correa Souza, observa que as empresas, apesar de autorizadas, não são obrigadas a conceder os descontos, sendo importante que a população faça uma pesquisa de preço para identificar os locais onde é possível economizar com o pagamento em dinheiro.

Ela recorda que o comércio em geral (incluídos aí os prestadores de serviços), como lojas, restaurantes, hotéis, academias, entre várias outras empresas, é obrigado, pela nova lei, a expor, quando houver, os percentuais de descontos e as condições para que sejam concedidos aos clientes – se somente no pagamento em dinheiro, se à vista em cartão ou cheque etc.

Com o pagamento em espécie (dinheiro), a loja ou o prestador de serviço não tem despesas administrativas quando ocorre nas transações com cartões de crédito, débito, boleto ou cheque.

“O pagamento à vista, quando é possível, permite um melhor planejamento financeiro, evitando se perca em seus gastos. Quando pagamos à vista, principalmente em dinheiro, são maiores as chances de se obter um desconto. Então caso ele seja possível pagar à vista, deve ser dada preferência a esta modalidade”, observa a gerente do Procon Vitória.

“Lembrando que, não importa a forma de pagamento, é sempre importante que o gasto seja feito de maneira consciente. Ao adquirir um produto ou contratar um serviço, o consumidor deve refletir se ele é realmente necessário. Importante avaliar também se escolhendo marcas ou artigos similares gastaríamos menos e ficaríamos igualmente satisfeitos. Não precisamos atrelar nossa felicidade ao consumo”, alerta Herica.