Vai comprar brinquedos para as Crianças ? Cuidado, veja...

Os cuidados ao escolher os presentes para a garotada no Natal

Os brinquedos são a grande atração para a garotada no Natal. Embora possam contribuir para o desenvolvimento da coordenação motora, afetividade, equilíbrio, audição, postura e comportamento social dos pequenos, é preciso tomar algumas precauções na hora de escolher o que dar de presente para prevenir eventuais danos à saúde e à segurança da garotada. Um vídeo da série ‘Faça Certo’, do Inmetro, pode ajudar os consumidores a fazer boas escolhas neste período de festas, no qual a vida fica ainda mais corrida. Em aproximadamente sete minutos, crianças e especialista dão dicas importantes que devem ser observados na hora da compra, durante a brincadeira e na hora de guardar os brinquedos.



Segundo a ONG Criança Segura (Safe Kids Brasil), as crianças de até três anos são as que exigem maior atenção, já que estão mais expostas ao engasgamento, uma das principais causas de mortes por causa de brinquedos. Ao lado dos engasgamentos, as quedas também são causadoras de lesões e mortes relacionadas a brinquedos - os dados mostram que mais de 73 mil crianças são hospitalizadas por quedas relacionadas a brinquedos.

Entre as principais orientações do vídeo estão observar se o brinquedo é próprio para a idade da criança e se tem o selo de segurança do Inmetro. E não esquecer de exigir a nota fiscal para eventuais trocas por defeito e garantia. Também aconselha que os consumidores procurem comprar no mercado formal, e não em camelôs, que não pagam os impostos, vendem produtos ilegais ou falsificados, sem nota fiscal, e, na maioria das vezes, por um preço abaixo que o original.

Segundo Lia Gonsales, coordenadora de Mobilização do Criança Segura, o risco de se adquirir produtos e brinquedos no mercado informal é grande, porque esses podem apresentar toxidade na composição da tinta usada ou peças pequenas que se soltam com facilidade e podem ser engolidas ou aspiradas pelas crianças, por exemplo. Lia ressalta também que as embalagens dos brinquedos só devem ser abertas na presença de um adulto, pois esta pode provocar diversos acidentes: a criança pode brincar com a caixa ou saco plástico e se asfixiar, ou a embalagem conter objetos como grampos ou parafusos que podem ser engolidos.

"Vendo que o brinquedo partiu, quebrou ou se desgastou, este precisa ser retirado do contato da criança para sua manutenção ou até mesmo para um descarte", aconselha.

Quanto à questão da faixa etária, o presidente do Departamento Científico de Segurnaça da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dr. Aramis Antônio Lopes Neto, afirma que, por mais precoce que a criança possa parecer, respeitar a faixa de idade atende a outras questões importantes de habilidade e de percepção de risco. Outra questão tão importante, e comum nos lares, é quando o casal tem filhos de diferentes idades e com brinquedos que atendem aos interesses de cada um.

"Muitas vezes um brinquedo de um filho mais velho oferece um certo risco para o mais novo, que ainda não tem a habilidade ou a percepção de lidar com aquele produto sem que ofereça algum tipo de risco para ele" ‑ diz o especialista.



De olho nos recalls

Outro conselho dado por Lia é que os adultos ensinem às crianças que, depois de brincar, os brinquedos devem ser guardados em seus devidos lugares:

"Isso é essencial para a criança entender que depois de brincar, é preciso guardar, e também para mostrar que os brinquedos espalhados podem causar acidentes".

Outro ponto citado por Lia no vídeo é que as pessoas fiquem atentas às chamadas da mídia com relação aos recalls dos brinquedos e sigam a orientação do fabricante quanto aos defeitos e trocas, e que tenham à mão a nota fiscal da aquisição daquele produto.




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